Dissertações Mestrado CC

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    Prevalência de insegurança alimentar e sua associação com desfechos de saúde e qualidade de vida em pacientes com doença de Chagas crônica
    (Instituto Nacional de Cardiologia, 2023) Costa, Celson Júnio do Nascimento
    Introdução: A doença de Chagas (DC) é uma doença negligenciada que afeta 6 a 7 milhões de pessoas em todo o mundo. Indivíduos com DC geralmente possuem baixos níveis socioeconômicos e, portanto, são mais propensos à insegurança alimentar (IA). Objetivo: Avaliar a frequência de IA em pacientes com DC crônica e sua associação com medidas antropométricas, comorbidades, perfil lipídico, glicose e qualidade de vida (QV). Métodos: Este é um estudo transversal que incluiu pacientes adultos com DC crônica. A IA foi avaliada de acordo com a Escala Brasileira de IA (EBIA 2003). As medidas antropométricas incluíram peso, altura e circunferência da cintura. As comorbidades incluíram hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e obesidade. O perfil lipídico e a glicose plasmática foram avaliados em jejum de 12 horas. A QV foi avaliada usando o questionário WHOQOL-Bref. As estatísticas descritivas foram realizadas para variáveis categóricas. Foram utilizados modelos de regressão linear e logística ajustados para idade, sexo, escolaridade, raça e forma cardíaca/digestiva para avaliar a associação entre o status de IA e medidas antropométricas, comorbidades e biomarcadores. Modelo de regressão linear ajustado para idade, sexo, raça, escolaridade, comorbidades e forma cardíaca/digestiva de DC foi usado para avaliar a associação entre o status de IA e a QV. Resultados: Dos 359 participantes incluídos (55,9% mulheres, mediana de idade 62 anos), 22,7% apresentavam IA leve e 8% apresentavam IA moderada/grave. Nos modelos ajustados, a IA leve foi significativamente associada à obesidade (OR=1,83; IC 95%=1,03 a 3,25). Foram observadas associações significativas entre IA e todos os domínios da QV, incluindo saúde física (IA leve: β= -8,37; IC 95% -12,32 a -4,43; IA moderada/grave: β= -7,99; IC 95% -14,09 a -1,89), domínio psicológico (IA leve: β= -5,42; IC 95% -8,99 a -1,85; IA moderada/grave: β= -7,09; IC 95% -12,62 a -1,57), domínio de relacionamentos sociais (IA leve: β= -6,64; IC 95% -10,40 a -2,88), domínio do ambiente (IA leve: β= -8,85; IC 95% -12,04 a -5,65; IA moderada/grave: β= -13,66; IC 95% -18,61 a -8,71) e domínio geral (IA leve: β= -8,07; IC 95% -12,12 a -4,01; IA moderada/grave: β= -16,73; IC 95% -23,00 a -10,46). Esses achados sugerem que a IA está consistentemente associada a uma pior QV em pacientes com DC crônica e destacam a necessidade de intervenções para abordar esse problema nos serviços de saúde. Palavras-chave: Doença de Chagas, Insegurança Alimentar, Medidas Antropométricas, Qualidade de Vida, Prevalência.
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    Correlação entre medidas fisiológicas de isquemia no laboratório de hemodinâmica: índices de repouso e índices hiperêmicos em lesões intermediárias de artérias coronárias principais
    (Instituto Nacional de Cardiologia, 2023) Ribeiro, Marcelo Lemos
    Introdução: A doença coronariana é a maior causa de morbidade e mortalidade no mundo. A fisiologia coronariana invasiva tem se mostrado cientificamente segura no diagnóstico de lesões ateroscleróticas que provocam isquemia considerável, tanto no paciente com doença estável, quanto no paciente a ser estratificado após um episódio de síndrome coronariana aguda (SCA). Entretanto, a verdadeira acurácia diagnóstica dos recém popularizados índices de repouso, versus o tradicional índice hiperêmico Reserva de Fluxo Fracionado (FFR) tem sido uma questão controversa. Objetivo: Interrogar fisiologicamente lesões ateroscleróticas coronarianas, utilizando dois métodos de avaliação invasiva obtidos em repouso, um deles a relação pressão média distal / pressão média proximal no ciclo cardíaco inteiro (Pd/Pa), e um índice diastólico, Instantaneous Wave-Free Ratio (IFR) ou Diastolic Hyperemia-Free Ratio (DFR); e dois métodos hiperêmicos, seja Reserva de Fluxo Fracionado por contraste (c-FFR ), e o método referência ou padrão ouro Reserva de Fluxo Fracionado (FFR). Métodos: Estudo transversal, que selecionou prospectivamente pacientes no Laboratório de Hemodinâmica do Instituto Nacional de Cardiologia, no período de maio de 2020 a maio de 2022. Foram admitidos pacientes com angina estável e lesão coronariana intermediária (40-80% de obstrução na angiografia), e pacientes com síndrome coronariana aguda estabilizada e lesão adicional em outra artéria não relacionada ao evento agudo, e finalmente pacientes com doença multi-vascular cuja presença ou origem da isquemia fosse incerta. Resultados: Incluídos 119 pacientes e realizadas 152 avaliações fisiológicas comparativas, sendo 67% homens. A média de idade foi 62,9 anos. Avaliação após (SCA) ocorreu em 36,8%, e avaliação por angina estável/isquemia silenciosa em 63,2%. O FFR teve resultado positivo (≤ 0.80) em 92/152 lesões (60 %). A área sob a curva ROC mostrou uma maior correlação do c-FFR com o FFR (0,95), seguida do IFR/DFR (0,86) e do Pd/Pa (0,85). Discordância entre o IFR ou DFR e o método referência (FFR) ocorreu em 23,8% dos casos (36/152). Na nossa amostra, a discordância foi FFR + (hiperemia)/ IFR/DFR – (repouso) em 83 % dos casos. Os principais fatores associados a essa discordância foram lesões ostiais ou proximais, e a presença de restenose intrastent. Conclusão: A sensibilidade do FFR com adenosina foi superior à dos métodos em repouso, na detecção de lesões funcionalmente significativas. Contraste-FFR foi o método livre de adenosina que mais se aproximou aos resultados do FFR. A utilização dos métodos de repouso deve ser complementar, e não substituta à hiperemia com adenosina ou medicação equivalente, na avaliação fisiológica invasiva das lesões coronarianas epicárdicas. Palavras-chave: Aterosclerose coronariana. Isquemia miocárdica. Avaliação fisiológica invasiva.
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    Identificação de preditores para prescrição da ventilação não-invasiva no pós-operatório de cirurgia cardíaca em adultos
    (Instituto Nacional de Cardiologia, 2023) Lima, Jéssica Gonçalves de
    Introdução: Indivíduos submetidos à cirurgia cardíaca podem apresentar – em decorrência da esternotomia mediana, manipulação cirúrgica, anestesia geral e da circulação extracorpórea (CEC) – algumas complicações pulmonares no decorrer do período pós-operatório (PO). Nesse contexto, a ventilação não-invasiva com pressão positiva (VNIPP) objetiva a manutenção da expansão alveolar a fim de otimizar as trocas gasosas, reduzir atelectasias, reduzir o trabalho respiratório, melhorar a hemodinâmica e reduzir a hipoxemia. Contudo, o uso indiscriminado da VNI de forma profilática rotineiramente em pacientes no PO de cirurgia cardíaca dependeria do aumento de recursos humanos e financeiros. Portanto, definir os critérios para prescrição da VNI nos pacientes em PO de cirurgia cardíaca poderá permitir melhor utilização dos recursos (humanos ou materiais) e ainda a possível redução do tempo de internação hospitalar sendo vantajoso economicamente para o Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Revisar, baseado em evidências, o protocolo de aplicação de VNI no pós-operatório de cirurgia cardíaca em adultos. Métodos: Estudo transversal retrospectivo composto por 691 sujeitos que estiveram internados na Unidade de Terapia Cardiointensiva Cirúrgica (UTCIC) após cirurgia cardíaca no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Rio de Janeiro, no período de outubro de 2018 a março de 2020. Do total de pacientes elegíveis (n=691), após a aplicação dos critérios de exclusão, foram analisados 667 prontuários. Os dados foram obtidos por meio do banco de dados do Serviço de Fisioterapia do INC, armazenado na plataforma REDCap (Research Electronic Data Capture) e complementado com base na revisão dos registros em prontuário físico e nos sistemas de armazenamento e gestão de dados hospitalares MV2000 e PAGU. Todas as análises foram realizadas utilizando-se o software de estatística e ciência de dados, STATA 16 (Stata Corp USA). Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (59,6%) e apresentaram uma mediana de idade de 58 anos. A mediana do IMC (kg.m-2) foi de 25,8 [23,2 – 29,1], FEVE (%) 60,0 [48 – 68] e risco pré-operatório (%) 2,1 [1,1 – 4,6]. A maioria dos sujeitos eram da cor branca (52,8%) e o tipo de cirurgia mais realizada foi a Revascularização do miocárdio (CRVM) (42,0%) seguida pelas cirurgias valvares (37,9%). No modelo multivariado do pós-operatório (Pré-EOT) as variáveis que estiveram associadas à indicação da VNI curativa foram CEC, relação PaO2/FiO2 (pré-EOT), idade e classe funcional (NYHA 3 e 4). A P/F pré-EOT mais baixa esteve associada à VNI enquanto a classe funcional avaliada pela NYHA mostrou-se importante na associação com a necessidade da VNI. O modelo final de análise multivariada, ajustado por idade e sexo e com as variáveis do pré, intra e pós-operatório apresentou somente as variáveis idade e NYHA 4 associadas à necessidade de VNI. Conclusão: Pacientes com idade e um status funcional avançados apresentam maior associação com a necessidade de VNI no pós-operatório de cirurgia cardíaca com esternotomia mediana. Palavras-chave: Cirurgia torácica. Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares. Ventilação não invasiva. Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas
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    Febre reumática e suas complicações no Brasil: aspectos epidemiológicos entre os anos de 2008 e 2017
    (Instituto Nacional de Cardiologia, 2023-05) Bellot, Camila Polis
    Introdução: a Febre Reumática (FR) é uma doença inflamatória desencadeada em pessoas suscetíveis após infecção com o estreptococo beta hemolítico do grupo A, bactéria que inicialmente causa amigdalite e piodermite. A FR permanece como importante causa de internação hospitalar no Brasil e no mundo, mesmo que passível de prevenção e erradicação. Sua maior sequela é a Cardiopatia Reumática (CR), manifestada através das lesões valvares e outras complicações como endocardite infecciosa, arritmias, e acidente vascular encefálico. Acomete indivíduos jovens em idade economicamente ativa e adultos. É estimada perda de anos potenciais de vida ajustados por doença (DALY) de 26 anos por brasileiro por ano (23) , tempo este maior que as neoplasias malignas (13,1 anos). Objetivo: o objetivo desta pesquisa é realizar um diagnóstico situacional da FR, atualizando dados epidemiológicos do Brasil. Método: trata-se de um estudo ecológico utilizando dados públicos. As buscas foram baseadas nos principais registros de FR por Código Internacional da Doença (CID) relacionados à FR e CR, referentes à internação e mortalidade entre os anos de 2008 e 2017. Na avaliação da mortalidade agrupamos os resultados por CIDs, comparados por sexo, idade, raça. Para avaliação das internações, comparamos o número de internações (AIH) por CID, ano, o tempo de internação, a causa e o desfecho da internação, e tipo de leito utilizado. As análises estatísticas foram realizadas no Software SAS. Não foi possível mapear a rede de atendimento ambulatorial e profilaxia secundária da FR por ausência de registros específicos à doença na atenção básica, portanto a doença aguda e fora de surto sem necessidade de hospitalização não foi contemplada. Resultados: em relação aos óbitos vimos que o Brasil tem 12,3 mortes/100 mil habitantes, com pico aos 50 anos e predomínio do sexo feminino. Observamos que 6,3% das internações evoluíram com óbito. Sobre as internações, valvopatia foi maior causa e 54,4% dos pacientes necessitaram de unidade de terapia intensiva (UTI). Na população pediátrica, 89% das internações por valvopatia utilizaram UTI. A taxa nacional foi de 4,3 internações/100 mil habitantes. Na distribuição das internações por cor há predomínio de brancos (49,63%) e pardos (44,1%). Prevalecem hospitalizações em mulheres, e pico aos 50 anos. Não temos, no momento, informações da atenção básica suficientes para montar o panorama nacional dos atendimentos ambulatoriais. Apesar de haver lacunas no conhecimento, há evidências suficientes para realizar ações locais voltadas à CR.. Conclusão: Os dados mostram que a FR segue contribuindo substancialmente para hospitalizações e morte no Brasil.Com estes dados visamos, portanto, contribuir para o manejo e controle da doença e suas complicações, bem como planejar políticas públicas direcionadas à FR. Palavras-chave: Febre Reumática, Cardiopatia Reumática, Doença Valvar Cardíaca, Epidemiologia, Brasil
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    Conhecimento da doença e nível de ativação do paciente ambulatorial com insuficiência cardíaca crônica: um estudo tranversal
    (Instituto Nacional de Cardiologia, 2023) Carvalho, Gabrielle Manso de
    Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome na qual o coração é incapazde bombear sangue corretamente comprometendo as demandas metabólicas tissularespor redução do débito cardíaco causando aos pacientes diversas limitações. A capacidade de autogerenciamento em saúde é mensurada através da medida de ativação do paciente, se o mesmo está equilibrado emocionalmente, consistentemente positivo para enfrentar novos desafios, resiliente e capaz de mudar suas rotinas atravésde metas traçadas. Metas desafiadoras podem mantê-lo com alto grau de motivação e foco em sua saúde. O paciente precisa estar ativado, ter conhecimento,habilidade ou confiança para se engajar no gerenciamento da própria saúde. Isto impacta favoravelmente no comportamento do paciente e nos resultados. Estes devem estar aptos a gerenciar hábitos saudáveis de vida, identificar medicações prescritas, períodosde descompensação, comportamentos saudáveis e adesão às orientações da equipe. Deste modo, quanto maior for a capacidade do indivíduo em atuar nestes aspectos melhor serão os desfechos para sua saúde. Objetivos: Verificar a relação entre conhecimento sobre a doença e o nível de ativação do paciente com Insuficiência Cardíaca atendidos ambulatorialmente. Os objetivos específicos foram apresentar o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes com Insuficiência Cardíaca atendidos ambulatorialmente, descrever o nível de conhecimento sobre a doença dos pacientes com Insuficiência Cardíaca atendidos no Ambulatório e descrever o nível de ativação dos pacientes com Insuficiência Cardíaca atendidos no Ambulatório de um hospital especializado. Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, de natureza quantitativa. Aplicou-se formulários de conhecimento de Bonin e de nível de ativação dopaciente (PAM 13). Realizado análise estatística simples e para avaliar a correlação entre as variáveis usou-se o teste de correlação de Spearman. Resultados: Amostra de100 pacientes, majoritariamente masculina (54%) de faixa etária entre 51 a 65 anos (38%), de cor branca (37%). Prevaleceu indivíduos com nível médio de ensino (47%), renda familiar até 2 salários mínimos (67%), classe funcional II (43,6%),hipertensos (55%), não diabéticos (72%), não dislipidêmicos (58%) e sem doença coronariana prévia(78%). A maioria relatou não ter sofrido IAM (64%), não ter realizado qualquer cirurgia cardíaca (74%)nem ter diagnóstico de Arritmias cardíacas (63%). O escore de Bonin avaliou o nível de conhecimento do paciente sobre a doença como aceitável com 38% e o nível de ativação apresentado pelos pacientes, foi o nível 4 com 35% da amostra. Aanálise dos dados permitiu concluir que existe uma correlação positiva fraca entre os formulários analisados. Conclusão: Este estudo permitiu conhecer os níveis de ativaçãoe de conhecimento dos pacientes atendidos na instituição, possibilitando um planejamento direcionado e medidas educativas focadas na ampliação do conhecimento e no engajamento em saúde dos mesmos. Ademais, a pesquisa evidencia a importânciada autogestão dos pacientes para melhores resultados em saúde motivados por suas autonomias no processo de cuidado. Palavras-chave: Assistência Centrada no Paciente; Autogestão; Autocuidado; Insuficiência Cardíaca; Troca de Informação em Saúde.